quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Equipa do INEM parte hoje para o Haiti


Pelas 11 horas de hoje, parte do Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, para o Haiti uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica(INEM), composta por três médicos, três enfermeiros e quatro técnicos de ambulância de emergência, chefiados pela médica Fátima Rato.








Segundo uma nota do Ministério da Saúde, a equipa levará consigo dois postos médicos avançados e todo o material que os integra, um com função de triagem e outro de enfermaria. De acordo com o INEM, esta missão deve ter uma duração de 5 a 7 dias e vai-se concentrar num campo de refugiados com cerca de 750 pessoas.







O INEM destacou estes elementos a pedido do Ministério da Saúde com a finalidade de socorrer as vítimas do terramoto com uma magnitude de 7,3 na escala de Richter que atingiu o Haiti, cerca das 22h50 na passada terça-feira

Missão portuguesa parte hoje para o Haiti para se unir a esforço internacional


Missão portuguesa parte hoje para o Haiti para se unir a esforço internacional


15.01.2010 - 14:51 Por Lusa



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A catástrofe humanitária provocada pelo sismo de terça-feira, no Haiti, está a mobilizar forte auxílio, a nível internacional, no qual se insere Portugal, que hoje envia uma missão de cerca de 30 elementos.Logan Abassi/Reuters





No terreno está já ajuda de vários países

Em conferência de imprensa conjunta com alguns dos responsáveis pelo envio da força, João Gomes Cravinho, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, anunciou a realização de uma reunião de doadores, que deverá ocorrer até à Páscoa. “O que prevejo é que se irá fazer uma reunião de doadores que me surpreenderia se fosse muito mais tarde do que a Páscoa”, disse.



Paralelamente, a secretária de Estado da cooperação espanhola, Soraya Rodriguez, “convocou para segunda-feira, uma reunião, em Bruxelas, dos responsáveis pela cooperação para começar a pensar já o processo de reconstrução”, disse Cravinho.



A missão portuguesa hoje enviada é constituída por um grupo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para a área de emergência médica e acções de socorrismo e de pequena cirurgia, da Força Especial de Bombeiros para a montagem, organização e funcionamento do campo, uma representante do Instituto de Medicina Legal para aspectos relacionados com a medicina forense, e por uma equipa de cinco pessoas da AMI.



A resposta portuguesa à catástrofe, que se traduz para já nesta missão que deverá prolongar-se por pelo menos sete dias, decorre da activação do mecanismo europeu de protecção civil, por sua vez solicitado pelas autoridades do Haiti, afirmou na conferência de Imprensa o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), general Arnaldo Cruz. No aeródromo de Figo Maduro, em Lisboa, de onde parte hoje o C-130 com a força portuguesa, Arnaldo Cruz afirmou que a tarefa portuguesa imediata é montar um campo para os desalojados.



Campo de desalojados



“O Governo português entendeu incumbir a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) de organizar uma força conjunta para essa missão”, disse, adiantando que o Executivo decidiu também que a força fosse acompanhada por uma representação da Assistência Médica Internacional (AMI). “A missão desta força portuguesa é montar um campo de desalojados para alojamento de emergência e temporário e assegurar que o campo tem capacidade de emergência médica e assistência e prestação de primeiros socorros e algumas acções de primeira cirurgia”, referiu.



O apoio às vítimas deverá decorrer até 22 de Janeiro, sendo possível que o campo continue depois a ser utilizado, sob gestão da AMI, avançou o general referindo que a força está organizada num pequeno núcleo de comando da ANPC, com cinco pessoas. As questões de natureza logística e comunicações são asseguradas pela protecção civil.



“A força inserir-se-á no quadro de empenhamento internacional ligando-se à representação do mecanismo europeu presente no Haiti, que por sua vez está articulado com a ONU”, disse. Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, referiu a celeridade da resposta de Portugal, dado o Conselho de Ministros ter decido quinta-feira prestar ajuda humanitária ao Haiti, “ajuda essa que se concretizou no mais breve tempo possível”.



Na perspectiva do Governo português, a prestação deste auxílio corresponde a um “dever no plano internacional”. “Todos sabem já que no Haiti se regista uma catástrofe de proporções verdadeiramente devastadoras”, afirmou Rui Pereira. “É portanto um dever de todos nós contribuir de uma forma equilibrada, proporcionada, dentro das nossas possibilidades, para minimizar o sofrimento daqueles que ficaram desalojados”.



Fernando Nobre, presidente da AMI, garantiu que a organização ficará no terreno “o tempo que for necessário para ajudar a estabilizar a situação”. A AMI, que já tinha enviado dois elementos para o Haiti, enviou hoje cinco elementos, chefiados por um administrador com larga experiência nestes cenários de catástrofes. O Governo perspectiva como possível o envio de mais meios e mais carga que não foi praticável transportar hoje.

Caos e solidariedade internacional no Haiti após o terremoto


Caos e solidariedade internacional no Haiti após o terremoto




Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Menina encontra corpo de irmão nos escombros, em Porto PríncipeUE liberou 3 milhões de euros e promete aumentar ajuda para Haiti devastado. Auxílio humanitário esbarra em dificuldades infraestruturais. Saques, desespero e cólera pioram a situação. Cresce temor de epidemias.



O terremoto no Haiti, de magnitude sete na escala Richter, desencadeou uma ação humanitária internacional sem precedentes. Também vindo da Alemanha, pessoal de assistência desembarcou no aeroporto da capital, Porto Príncipe, trazendo bens de primeira necessidade.



Entretanto, como as autoridades estão sobrecarregadas com o processamento da carga, medidas concretas de assistência ainda não puderam ser iniciadas.



Neste sábado (16/01), a Cruz Vermelha alemã enviará ao Haiti uma clínica móvel, capacitada a atender a 30 mil pessoas. Nela, uma equipe de oito profissionais, incluindo médicos, enfermeiras, uma parteira e técnicos, trabalhará juntamente com colaboradores locais. As ONGs Caritas International e a Diakonie Katastrophenhilfe anunciaram para segunda-feira um voo conjunto para transporte de suprimentos.



Bildunterschrift: Trabalhos de resgate são dificultados

UE solidária



A embaixada espanhola no Haiti desmoronou, a francesa está destruída, inúmeros cidadãos da União Europeia (UE) continuam desaparecidos. Este foi o balanço apresentado em Bruxelas por Catherine Ashton, alta representante para a política externa e de segurança da UE, sem mencionar números exatos. Porém o mais importante é o sentimento de compaixão dos europeus para com a população haitiana, acrescentou.



"As imagens de destruição e dor moveram a todos nós, profundamente. E, falando por mim, posso afirmar que tudo farei para transformar esses sentimentos em ação. É importante dizer às pessoas no Haiti que estamos a postos para ajudá-las no que for possível. Elas podem confiar na Europa."



Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Embaixador haitiano Jean Robert Saget (e) em reunião de crise com funcionários do Ministério alemão do Exterior

Já na quarta-feira, a Comissão Europeia disponibilizou 3 milhões de euros, quantia que deverá em breve ser elevada, continuou Ashton. Nove nações do bloco europeu ou garantiram seu auxílio, ou já estão com colaboradores no país. Estes se ocupam em especial do resgate dos soterrados, da construção de hospitais e do abastecimento com barracas, alimentos e água potável. Além disso, uma equipe de especialistas da UE encontra-se in loco, a fim de registrar outras necessidades.



Indagada sobre quando voaria para aquele país insular, a fim de formar sua própria visão da situação, a encarregada de política externa e de segurança da UE disse que ainda esperaria. Afinal, em Porto Príncipe há, no momento, uma única pista de aterrissagem em funcionamento, e ela está intensamente ocupada com o afluxo de bens de primeira necessidade.



Cenas de horror



Numerosos colaboradores e repórteres internacionais relatam sobre montes de cadáveres pelas ruas da capital haitiana. Por toda a parte faltam água potável, gêneros alimentícios e medicamentos. À medida que o cheiro de decomposição se torna mais forte, cresce o temor de epidemias. Já começaram a ser cavadas valas comuns.



Tornando a situação ainda mais caótica, milhares de pessoas traumatizadas erram pelas ruas assoladas, alguns dão vazão a sua frustração e cólera. A cada hora que passa, a luta pela sobrevivência se torna mais brutal nos locais atingidos pelo severo abalo sísmico. Os flagelados se digladiam por uma ração de alimento, os saques se intensificam.



Até mesmo os depósitos da Organização das Nações Unidas, construídos antes da catástrofe, foram saqueados. "Havíamos classificado como precária a situação nutricional de 2 milhões de haitianos", explicou Emilia Casella, porta-voz do programa de alimentação da ONU.



Ainda faltam números oficiais sobre as vítimas. O governo em Porto Príncipe parte de um total entre 50 mil e 100 mil mortos.







Autores: A. Reuter / M. von Hellfeld / A. Valente

Revisão: Roselaine Wandscheer

Brasil exige que suas tropas no Haiti ajudem população atingida por terremoto


Brasil exige que suas tropas no Haiti ajudem população atingida por terremoto


2010-01-13 14:17:49 cri

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, ordenou ontem (12) às tropas brasileiras de manutenção da paz no Haiti que prestem total ajuda à população atingida pelo terremoto.



Jobim ressaltou que as tropas do país devem dedicar todos os esforços possíveis nos trabalhos de resgate, ajudando a comunidade local a enfrentar as consequências da trajédia.



Segundo o comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está acompanhando atentamente a situação no Haiti. Após informações mais detalhadas, o Brasil oferecerá outros tipos de ajuda ao país mais pobre da América.

Equipe de resgate presta socorro médico nas zonas atingidas pelo terremoto no Haiti


Equipe de resgate presta socorro médico nas zonas atingidas pelo terremoto no Haiti


2010-01-20 08:52:07 cri

Já faz alguns dias que o terremoto abalou o Haiti, e equipes de resgate continuam a procurar por sobreviventes e prestar socorro às vítimas. Ao mesmo tempo, os países envolvidos na ajuda se encontraram na República Dominicana, país vizinho ao Haiti, para planejar as próximas etapas de resgate e o trabalho de reconstrução do país. No próximo dia 25, essas mesmas organizações vão se encontrar no Canadá para o Fórum Mundial sobre Reconstrução do Haiti.



A chancelaria das Filipinas anunciou ontem (19) que foram encontrados os corpos de dois filipinos que trabalhavam nas forças de paz da ONU no Haiti. Eles estavam nos escombros do prédio da organização, em Porto Príncipe, capital do País. Até o momento, os desaparecidos de Brasil e Argentina ainda não foram encontrados.



A equipe Internacional de Resgate da China estabeleceu no dia 18 um posto médico no pátio do palácio presidencial do Haiti. Os médicos chineses também trabalham na prevenção da disseminação de doenças entre a população.



O governo haitiano e as equipes de resgate distribuem água potável diariamente em diversos locais de Porto Príncipe, o que garante o abastecimento de água. Mas o governo afirma que ainda falta comida para o povo haitiano.



O porto da capital deve entrar em funcionamento em três dias, e poderá abrir rotas de emergência para transportar materiais de resgate. A informação foi dada por um oficial dos EUA que trabalha na recosntrução do local.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Há brasileiros soterrados após terremoto no Haiti, diz fonte


Imagem obtida por meio da internet mostra populares em meio aos escombros




12 de janeiro de 2010



Foto: AFP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir Fernando Diniz

Uma fonte do governo brasileiro, que não quis se identificar, afirmou na madrugada desta quarta-feira que há brasileiros soterrados no Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter. O governo não sabe, no entanto, a gravidade das ocorrências relatadas por militares brasileiros em missão no país caribenho.



Em nota divulgada na noite de terça-feira, o Ministério da Defesa afirmou que instalações utilizadas por militares foram danificadas por causa dos abalos. Mais cedo, o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, disse à rádio CBN que a Embaixada brasileira sofreu muitos estragos, mas afirmou que os brasileiros estavam bem.



O Itamaraty informou, em nota, que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversou na noite de terça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a situação do país da América Central. Segundo o Itamaraty, Lula disse estar bastante preocupado com a situação. A CBN informou que Lula deve se reunir nesta madrugada com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix.



O Brasil participa de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti com 1.266 militares, dos quais 250 são da engenharia do Exército. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, convocou os brasileiros a ajudar as vítimas do terremoto na região.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.



Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos.



O Haiti é o país mais pobre do continente americano. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.

Itamaraty oferece telefone para informações sobre brasileiros


Pessosas observam os estragos logo após os tremores




12 de janeiro de 2010



Foto: AFP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir O Ministério das Relações Exteriores informou, em nota divulgada na terça-feira, que foi instalada uma sala de crise sobre o Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter. O gabinete, que ficará 24 horas em funcionamento, será coordenado pelo embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama. Informações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones: (061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.



Após tomar conhecimento do tremor, o titular do ministério, Celso Amorim, conversou com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e deu as primeiras informações recebidas a respeito da situação no Haiti.



De acordo com relato recebido do Encarregado de Negócios do Brasil em Porto Príncipe, Cláudio Campos, o prédio da Embaixada do Brasil sofreu sérios abalos, mas não houve vítimas entre os funcionários brasileiros. Segundo a nota, há informações de que algumas instalações militares da Organização das Nações Unidas (ONU) sofreram danos.



O governo brasileiro recolhe informações sobre a situação das tropas brasileiras que participam de uma missão da ONU no Haiti. De acordo com o comunicado do Itamaraty, o presidente Lula manifestou sua "profunda preocupação com a situação dos brasileiros e do povo haitiano". Ele instruiu para que sejam avaliadas as necessidades para que o Brasil possa apoiar o esforço de ajuda humanitária ao Haiti.



Terremoto causa destruição

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti às 19h53 (horário de Brasília) desta terça-feira. Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos. Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país.



O Haiti é o país mais pobre da América. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.