quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Equipa do INEM parte hoje para o Haiti


Pelas 11 horas de hoje, parte do Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, para o Haiti uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica(INEM), composta por três médicos, três enfermeiros e quatro técnicos de ambulância de emergência, chefiados pela médica Fátima Rato.








Segundo uma nota do Ministério da Saúde, a equipa levará consigo dois postos médicos avançados e todo o material que os integra, um com função de triagem e outro de enfermaria. De acordo com o INEM, esta missão deve ter uma duração de 5 a 7 dias e vai-se concentrar num campo de refugiados com cerca de 750 pessoas.







O INEM destacou estes elementos a pedido do Ministério da Saúde com a finalidade de socorrer as vítimas do terramoto com uma magnitude de 7,3 na escala de Richter que atingiu o Haiti, cerca das 22h50 na passada terça-feira

Missão portuguesa parte hoje para o Haiti para se unir a esforço internacional


Missão portuguesa parte hoje para o Haiti para se unir a esforço internacional


15.01.2010 - 14:51 Por Lusa



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A catástrofe humanitária provocada pelo sismo de terça-feira, no Haiti, está a mobilizar forte auxílio, a nível internacional, no qual se insere Portugal, que hoje envia uma missão de cerca de 30 elementos.Logan Abassi/Reuters





No terreno está já ajuda de vários países

Em conferência de imprensa conjunta com alguns dos responsáveis pelo envio da força, João Gomes Cravinho, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, anunciou a realização de uma reunião de doadores, que deverá ocorrer até à Páscoa. “O que prevejo é que se irá fazer uma reunião de doadores que me surpreenderia se fosse muito mais tarde do que a Páscoa”, disse.



Paralelamente, a secretária de Estado da cooperação espanhola, Soraya Rodriguez, “convocou para segunda-feira, uma reunião, em Bruxelas, dos responsáveis pela cooperação para começar a pensar já o processo de reconstrução”, disse Cravinho.



A missão portuguesa hoje enviada é constituída por um grupo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para a área de emergência médica e acções de socorrismo e de pequena cirurgia, da Força Especial de Bombeiros para a montagem, organização e funcionamento do campo, uma representante do Instituto de Medicina Legal para aspectos relacionados com a medicina forense, e por uma equipa de cinco pessoas da AMI.



A resposta portuguesa à catástrofe, que se traduz para já nesta missão que deverá prolongar-se por pelo menos sete dias, decorre da activação do mecanismo europeu de protecção civil, por sua vez solicitado pelas autoridades do Haiti, afirmou na conferência de Imprensa o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), general Arnaldo Cruz. No aeródromo de Figo Maduro, em Lisboa, de onde parte hoje o C-130 com a força portuguesa, Arnaldo Cruz afirmou que a tarefa portuguesa imediata é montar um campo para os desalojados.



Campo de desalojados



“O Governo português entendeu incumbir a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) de organizar uma força conjunta para essa missão”, disse, adiantando que o Executivo decidiu também que a força fosse acompanhada por uma representação da Assistência Médica Internacional (AMI). “A missão desta força portuguesa é montar um campo de desalojados para alojamento de emergência e temporário e assegurar que o campo tem capacidade de emergência médica e assistência e prestação de primeiros socorros e algumas acções de primeira cirurgia”, referiu.



O apoio às vítimas deverá decorrer até 22 de Janeiro, sendo possível que o campo continue depois a ser utilizado, sob gestão da AMI, avançou o general referindo que a força está organizada num pequeno núcleo de comando da ANPC, com cinco pessoas. As questões de natureza logística e comunicações são asseguradas pela protecção civil.



“A força inserir-se-á no quadro de empenhamento internacional ligando-se à representação do mecanismo europeu presente no Haiti, que por sua vez está articulado com a ONU”, disse. Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, referiu a celeridade da resposta de Portugal, dado o Conselho de Ministros ter decido quinta-feira prestar ajuda humanitária ao Haiti, “ajuda essa que se concretizou no mais breve tempo possível”.



Na perspectiva do Governo português, a prestação deste auxílio corresponde a um “dever no plano internacional”. “Todos sabem já que no Haiti se regista uma catástrofe de proporções verdadeiramente devastadoras”, afirmou Rui Pereira. “É portanto um dever de todos nós contribuir de uma forma equilibrada, proporcionada, dentro das nossas possibilidades, para minimizar o sofrimento daqueles que ficaram desalojados”.



Fernando Nobre, presidente da AMI, garantiu que a organização ficará no terreno “o tempo que for necessário para ajudar a estabilizar a situação”. A AMI, que já tinha enviado dois elementos para o Haiti, enviou hoje cinco elementos, chefiados por um administrador com larga experiência nestes cenários de catástrofes. O Governo perspectiva como possível o envio de mais meios e mais carga que não foi praticável transportar hoje.

Caos e solidariedade internacional no Haiti após o terremoto


Caos e solidariedade internacional no Haiti após o terremoto




Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Menina encontra corpo de irmão nos escombros, em Porto PríncipeUE liberou 3 milhões de euros e promete aumentar ajuda para Haiti devastado. Auxílio humanitário esbarra em dificuldades infraestruturais. Saques, desespero e cólera pioram a situação. Cresce temor de epidemias.



O terremoto no Haiti, de magnitude sete na escala Richter, desencadeou uma ação humanitária internacional sem precedentes. Também vindo da Alemanha, pessoal de assistência desembarcou no aeroporto da capital, Porto Príncipe, trazendo bens de primeira necessidade.



Entretanto, como as autoridades estão sobrecarregadas com o processamento da carga, medidas concretas de assistência ainda não puderam ser iniciadas.



Neste sábado (16/01), a Cruz Vermelha alemã enviará ao Haiti uma clínica móvel, capacitada a atender a 30 mil pessoas. Nela, uma equipe de oito profissionais, incluindo médicos, enfermeiras, uma parteira e técnicos, trabalhará juntamente com colaboradores locais. As ONGs Caritas International e a Diakonie Katastrophenhilfe anunciaram para segunda-feira um voo conjunto para transporte de suprimentos.



Bildunterschrift: Trabalhos de resgate são dificultados

UE solidária



A embaixada espanhola no Haiti desmoronou, a francesa está destruída, inúmeros cidadãos da União Europeia (UE) continuam desaparecidos. Este foi o balanço apresentado em Bruxelas por Catherine Ashton, alta representante para a política externa e de segurança da UE, sem mencionar números exatos. Porém o mais importante é o sentimento de compaixão dos europeus para com a população haitiana, acrescentou.



"As imagens de destruição e dor moveram a todos nós, profundamente. E, falando por mim, posso afirmar que tudo farei para transformar esses sentimentos em ação. É importante dizer às pessoas no Haiti que estamos a postos para ajudá-las no que for possível. Elas podem confiar na Europa."



Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Embaixador haitiano Jean Robert Saget (e) em reunião de crise com funcionários do Ministério alemão do Exterior

Já na quarta-feira, a Comissão Europeia disponibilizou 3 milhões de euros, quantia que deverá em breve ser elevada, continuou Ashton. Nove nações do bloco europeu ou garantiram seu auxílio, ou já estão com colaboradores no país. Estes se ocupam em especial do resgate dos soterrados, da construção de hospitais e do abastecimento com barracas, alimentos e água potável. Além disso, uma equipe de especialistas da UE encontra-se in loco, a fim de registrar outras necessidades.



Indagada sobre quando voaria para aquele país insular, a fim de formar sua própria visão da situação, a encarregada de política externa e de segurança da UE disse que ainda esperaria. Afinal, em Porto Príncipe há, no momento, uma única pista de aterrissagem em funcionamento, e ela está intensamente ocupada com o afluxo de bens de primeira necessidade.



Cenas de horror



Numerosos colaboradores e repórteres internacionais relatam sobre montes de cadáveres pelas ruas da capital haitiana. Por toda a parte faltam água potável, gêneros alimentícios e medicamentos. À medida que o cheiro de decomposição se torna mais forte, cresce o temor de epidemias. Já começaram a ser cavadas valas comuns.



Tornando a situação ainda mais caótica, milhares de pessoas traumatizadas erram pelas ruas assoladas, alguns dão vazão a sua frustração e cólera. A cada hora que passa, a luta pela sobrevivência se torna mais brutal nos locais atingidos pelo severo abalo sísmico. Os flagelados se digladiam por uma ração de alimento, os saques se intensificam.



Até mesmo os depósitos da Organização das Nações Unidas, construídos antes da catástrofe, foram saqueados. "Havíamos classificado como precária a situação nutricional de 2 milhões de haitianos", explicou Emilia Casella, porta-voz do programa de alimentação da ONU.



Ainda faltam números oficiais sobre as vítimas. O governo em Porto Príncipe parte de um total entre 50 mil e 100 mil mortos.







Autores: A. Reuter / M. von Hellfeld / A. Valente

Revisão: Roselaine Wandscheer

Brasil exige que suas tropas no Haiti ajudem população atingida por terremoto


Brasil exige que suas tropas no Haiti ajudem população atingida por terremoto


2010-01-13 14:17:49 cri

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, ordenou ontem (12) às tropas brasileiras de manutenção da paz no Haiti que prestem total ajuda à população atingida pelo terremoto.



Jobim ressaltou que as tropas do país devem dedicar todos os esforços possíveis nos trabalhos de resgate, ajudando a comunidade local a enfrentar as consequências da trajédia.



Segundo o comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está acompanhando atentamente a situação no Haiti. Após informações mais detalhadas, o Brasil oferecerá outros tipos de ajuda ao país mais pobre da América.

Equipe de resgate presta socorro médico nas zonas atingidas pelo terremoto no Haiti


Equipe de resgate presta socorro médico nas zonas atingidas pelo terremoto no Haiti


2010-01-20 08:52:07 cri

Já faz alguns dias que o terremoto abalou o Haiti, e equipes de resgate continuam a procurar por sobreviventes e prestar socorro às vítimas. Ao mesmo tempo, os países envolvidos na ajuda se encontraram na República Dominicana, país vizinho ao Haiti, para planejar as próximas etapas de resgate e o trabalho de reconstrução do país. No próximo dia 25, essas mesmas organizações vão se encontrar no Canadá para o Fórum Mundial sobre Reconstrução do Haiti.



A chancelaria das Filipinas anunciou ontem (19) que foram encontrados os corpos de dois filipinos que trabalhavam nas forças de paz da ONU no Haiti. Eles estavam nos escombros do prédio da organização, em Porto Príncipe, capital do País. Até o momento, os desaparecidos de Brasil e Argentina ainda não foram encontrados.



A equipe Internacional de Resgate da China estabeleceu no dia 18 um posto médico no pátio do palácio presidencial do Haiti. Os médicos chineses também trabalham na prevenção da disseminação de doenças entre a população.



O governo haitiano e as equipes de resgate distribuem água potável diariamente em diversos locais de Porto Príncipe, o que garante o abastecimento de água. Mas o governo afirma que ainda falta comida para o povo haitiano.



O porto da capital deve entrar em funcionamento em três dias, e poderá abrir rotas de emergência para transportar materiais de resgate. A informação foi dada por um oficial dos EUA que trabalha na recosntrução do local.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Há brasileiros soterrados após terremoto no Haiti, diz fonte


Imagem obtida por meio da internet mostra populares em meio aos escombros




12 de janeiro de 2010



Foto: AFP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir Fernando Diniz

Uma fonte do governo brasileiro, que não quis se identificar, afirmou na madrugada desta quarta-feira que há brasileiros soterrados no Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter. O governo não sabe, no entanto, a gravidade das ocorrências relatadas por militares brasileiros em missão no país caribenho.



Em nota divulgada na noite de terça-feira, o Ministério da Defesa afirmou que instalações utilizadas por militares foram danificadas por causa dos abalos. Mais cedo, o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, disse à rádio CBN que a Embaixada brasileira sofreu muitos estragos, mas afirmou que os brasileiros estavam bem.



O Itamaraty informou, em nota, que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversou na noite de terça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a situação do país da América Central. Segundo o Itamaraty, Lula disse estar bastante preocupado com a situação. A CBN informou que Lula deve se reunir nesta madrugada com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix.



O Brasil participa de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti com 1.266 militares, dos quais 250 são da engenharia do Exército. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, convocou os brasileiros a ajudar as vítimas do terremoto na região.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.



Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos.



O Haiti é o país mais pobre do continente americano. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.

Itamaraty oferece telefone para informações sobre brasileiros


Pessosas observam os estragos logo após os tremores




12 de janeiro de 2010



Foto: AFP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir O Ministério das Relações Exteriores informou, em nota divulgada na terça-feira, que foi instalada uma sala de crise sobre o Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter. O gabinete, que ficará 24 horas em funcionamento, será coordenado pelo embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama. Informações referentes a cidadãos brasileiros no Haiti poderão ser obtidas junto ao Núcleo de Assistência a Brasileiros, nos seguintes telefones: (061) 3411.8803/ 8805 / 8808 / 8817 / 9718 ou 8197.2284.



Após tomar conhecimento do tremor, o titular do ministério, Celso Amorim, conversou com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e deu as primeiras informações recebidas a respeito da situação no Haiti.



De acordo com relato recebido do Encarregado de Negócios do Brasil em Porto Príncipe, Cláudio Campos, o prédio da Embaixada do Brasil sofreu sérios abalos, mas não houve vítimas entre os funcionários brasileiros. Segundo a nota, há informações de que algumas instalações militares da Organização das Nações Unidas (ONU) sofreram danos.



O governo brasileiro recolhe informações sobre a situação das tropas brasileiras que participam de uma missão da ONU no Haiti. De acordo com o comunicado do Itamaraty, o presidente Lula manifestou sua "profunda preocupação com a situação dos brasileiros e do povo haitiano". Ele instruiu para que sejam avaliadas as necessidades para que o Brasil possa apoiar o esforço de ajuda humanitária ao Haiti.



Terremoto causa destruição

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti às 19h53 (horário de Brasília) desta terça-feira. Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos. Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país.



O Haiti é o país mais pobre da América. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.

Governos e ONGs anunciam esforços para ajudar o Haiti


Carro é atingido por muro que caiu no terremoto




13 de janeiro de 2010



Foto: AFP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir Governos de diversos países manifestaram que vão participar do esforço de ajuda humanitária ao Haiti, após o terremoto de 7 graus que atingiu o país e causou um número ainda incerto de vítimas fatais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a Agência Brasil, instruiu o governo a apoiar o esforço humanitário e se disse muito preocupado, tanto com a situação dos haitianos como dos milhares de brasileiros que vivem no país.



A Agência do Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) anunciou um contingente de 72 pessoas, 6 equipes de rastreamento com cães e 48 toneladas de material de resgate, que poderá desembarcar de navio no Haiti nas próximas horas, já que o aeroporto da capital Porto Príncipe está fechado.



Os governos da Nicarágua, da Venezuela, do Panamá, da Colômbia e do Canadá também prometeram ajudar o Haiti. A Cruz Vermelha dos EUA prometeu uma ajuda inicial de US$ 200 mil para as comunidades afetadas pelo forte terremoto, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou uma doação imediata de igual valor, para fornecer "alimentos, água, remédios e refúgio".



A porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Stéphanie Bunker, disse à agência Efe que foram iniciados os preparativos para enviar a Porto Príncipe uma equipe da unidade de Coordenação e Avaliação de Desastres das Nações Unidas (UNDAC).



A ONG Oxfam Internacional indicou que os danos causados pelo terremoto ocorrido no Haiti podem ser muito grandes, enquanto descreveu como "caótica" a situação da ilha caribenha, segundo testemunhos de seu pessoal nesse país.



"A Oxfam tem sua equipe de resposta a emergências no Haiti, com equipamentos de saúde pública e saneamento e água em Porto Príncipe preparados para ajudar. Também dispomos no Panamá de assistência para enviar assim que for possível", acrescentou Jane Cocking, membro da direção da organização.



A organização Artistas pela Paz e Justiça (Artists for Peace and Justice) está organizando uma ação para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti, segundo informou o site oficial. "A necessidade de intervenção humanitária é intensa e imediate. Estamos organizando um esforço para ajudar o país o quanto antes. Todas doações são bem-vindas", informa o site. Entre os membros mais destacados da organização, estão Oliver Stone, Charlize Theron, Maria Bello, Josh Brolin, Diane Lane, Natasha Koifman, Michael Stahl-David, James Franco, Jimmy Jean Louis, Madeleine Stowe e Peter Tunney.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos. Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país.



O Haiti é o país mais pobre do continente americano. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.

Capital do Haiti é devastada por maior terremoto em 200 anos


Várias edificações foram destruídas em Porto Príncipe após o tremor de 7 graus




13 de janeiro de 2010



Foto: EFE



Reduzir Normal Aumentar Imprimir O forte terremoto que atingiu o Haiti nessa terça-feira, considerado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês) o maior dos últimos 200 anos, causou a destruição de vários edifícios na capital Porto Príncipe, além de um número ainda incerto de mortos e feridos. O colapso das telecomunicações impede maiores informações sobre os danos causados pelo terremoto de 7 graus e pelas suas réplicas, que foram mais de dez, segundo a rede CNN. Na madrugada desta quarta-feira, agências internacionais de notícias começaram a divulgar imagens de pessoas gravemente feridas e mortas nos escombros, mas nenhuma informação oficial com os números de vítimas foi divulgada.



Com as linhas telefônicas prejudicadas, muitos dos haitianos conseguem repassar informações da situação local através da internet, por redes sociais e pelo Twitter.



"Acho que vamos ver danos substanciais e muitas vítimas", declarou à imprensa Don Blakeman, analista do Serviço Geológico dos EUA (USGS, pela sigla em inglês). Um porta-voz da ONU confirmou que a sede das Nações Unidas no Haiti é um dos edifícios que caíram. O hospital de Peirotville também teria desabado, segundo fontes.



Um funcionário haitiano relatou ao embaixador de seu país em Washington, Raymond Joseph, que "as casas caíram dos dois lados das ruas", segundo disse o diplomata à rede de televisão CNN. Joseph manifestou que o presidente René Préval e a primeira-dama estão a salvo, apesar da queda do palácio presidencial nas consequências do terremoto. Joseph pediu que a comunidade internacional ajude o seu país. Diversos países confirmaram que vão participar do esforço humanitário para auxiliar o Haiti; entre eles, Brasil, Estados Unidos, Venezuela, Colômbia, Panamá, Canadá, Honduras, Nicarágua e República Dominicana.



Uma fonte do governo brasileiro, que não quis se identificar, afirmou na madrugada desta quarta-feira que há brasileiros soterrados no Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter. O governo não sabe, no entanto, a gravidade das ocorrências relatadas por militares brasileiros em missão no país caribenho.



Em nota divulgada na noite de terça-feira, o Ministério da Defesa afirmou que instalações utilizadas por militares foram danificadas por causa dos abalos. Mais cedo, o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, disse à rádio CBN que a Embaixada brasileira sofreu muitos estragos, mas afirmou que os brasileiros estavam bem.



"É possível que haja milhares de mortos", disse Karel Zelenka, dos Serviços Católicos de Ajuda, direto de Porto Príncipe, antes que fossem cortadas as comunicações com a capital, segundo relatou um porta-voz da entidade em Washington. Zelenka também disse que "o caos e o desastre é total e que Porto Príncipe esta coberta por uma nuvem de pó".



O aeroporto de Porto Príncipe ficou fechado após o terremoto, informaram fontes da Caribair, principal companhia aérea dominicana, que voa ao Haiti. As comunicações por telefone ficaram também interrompidas após o abalo. Segundo testemunhos levantados em Santo Domingo por familiares e amigos de residentes no Haiti, o tremor causou danos em numerosos edifícios da capital haitiana, como supermercados e hotéis.



De acordo com estas pessoas, a catedral da cidade caiu e é praticamente impossível circular de automóvel pelas ruas, invadidas pelos escombros.



Os tremores foram sentidos na República Dominicana e no leste de Cuba, e chegou a dar origem a um alerta de tsunami nos dois países, Haiti e Bahamas, embora horas depois tenha sido cancelado pelo Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico, situado no Havaí.



O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou uma mensagem de solidariedade aos haitianos após o "terremoto devastador" e se declarou "muito preocupado" e atento aos eventos. Por sua parte, o enviado especial da ONU para o Haiti, o ex- presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, expressou sua disposição para "fazer tudo o que seja necessário" para ajudar o povo haitiano.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos. Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país.



O Haiti é o país mais pobre do continente americano. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. As Forças Armadas Brasileiras participaram do socorro às vítimas de furacões no país em 2004 e 2008.



Com informações da EFE, da Associated Press e da Agência Brasil.

Forte terremoto no Haiti gera alerta de tsunami


Civis ajudam a resgatar vítima que ficou embaixo de escombros




13 de janeiro de 2010



Foto: Reuters



Reduzir Normal Aumentar Imprimir Um forte tremor de 7 graus na Escala Richter de magnitude atingiu o litoral do Haiti às 19h53 (hora de Brasília) desta terça-feira, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O tremor provocou a emissão de um alerta de tsunami para partes do Caribe, incluindo o Haiti, a República Dominicana, Cuba e Bahamas, informou o Centro para Alertas de Tsunami no Pacífico.



"A ameaça de um tsunami extenso e destrutivo não existe com base em dados históricos de terremoto e tsunami", disse o Centro. "No entanto, há a possibilidade de um tsunami local, que pode afetar o litoral a não mais de 100 km do epicentro do tremor". O epicentro do terremoto foi dentro do território haitiano, a 10 km da cidade de Carrefour, perto da capital Port-au-Prince, e teve profundidade de apenas 30 km.



Inicialmente, o Serviço havia informado que o tremor teve magnitude de 7,0. Um forte terremoto, de magnitude 7,0 ou mais é capaz de causar grande devastação.



O Haiti é o país mais pobre do Ocidente. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. O Ministério da Defesa brasileiro informou não ter informações se o terremoto teria afetado as forças brasileiras no Haiti.



O terremoto também foi sentido com força em grande parte da República Dominicana, disse à Agência Efe o chefe da Defesa Civil dominicana, Luis Luna Paulino. A Defesa Civil do país já começou a obter informações sobre as consequências do tremor, mas até agora não há notícias sobre feridos, acrescentou Luna Paulino.

Tremor no Haiti foi 35 vezes mais forte que bomba de Hiroshima


Tremor no Haiti foi 35 vezes mais forte que bomba de Hiroshima


14 de janeiro de 2010 • 17h01 • atualizado às 17h49 Comentários

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Notícia Fotos Infográfico



Reduzir Normal Aumentar Imprimir O terremoto de 7 graus na escala Richter que sacudiu o Haiti na terça-feira foi 35 vezes mais potente que a bomba atômica lançada em Hiroshima (Japão) no final da Segunda Guerra Mundial.



A afirmação foi feita hoje por Roger Searle, professor de geofísica na Universidade de Durham (Reino Unido), que comparou também a energia liberada pelo terremoto no país caribenho com a explosão de meio milhão de toneladas de TNT.



No entanto, Searle assinalou que, apesar da magnitude deste tremor, "a energia liberada foi apenas uma centésima parte da lançada pelo terremoto que castigou Banda Aceh (Indonésia) em 2004".



O geofísico disse à Agência Efe que, "embora não seja possível prever quando acontecerá um terremoto, é possível saber onde vai acontecer, já que a maioria acontece nos limites entre placas tectônicas".



"No local onde se encontram duas placas tectônicas surge uma complexa rede de falhas que permite prever qual delas vai se movimentar primeiro, mas não quando vão acontecer os movimentos", argumentou.



Segundo o Serviço Geológico Britânico, apesar de não ocorrer um terremoto há 250 anos na região, "sob o Haiti há uma rede de falhas, que faziam com que isso fosse possível, embora fora impossível prever o momento".



Searle disse ainda que todos os anos acontecem no mundo 50 terremotos da mesma magnitude que o do Haiti, mas eles não causam este grau de destruição e morte por ocorrer longe de áreas densamente povoadas ou em locais próximos a placas tectônicas onde a construção é mais sólida, como o Japão ou o estado americano da Califórnia.



O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 km de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.



Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.





Morte de brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes do Exército chegaram na noite de quarta-feira à base brasileira no país para liderar os trabalhos do contingente militar brasileiro no Haiti. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o país. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.



O Brasil no Haiti

O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.



A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

Idosa estende a mão para pedir comida



Idosa estende a mão para pedir comida



17 de janeiro de 2010



Foto: AP



Reduzir Normal Aumentar Imprimir O Programa Mundial de Alimentos (PMA) afirmou neste domingo que, neste final de semana, entregou alimentos na área de Porto Príncipe para quase 100 mil vítimas do terremoto de terça-feira no Haiti. Em comunicado, o PMA disse que entregou rações ricas em proteínas a 40 mil pessoas e espera entregar mais alimentos a outras 60 mil pessoas, incluindo comida quente, até o final deste domingo.



A agência da ONU diz também que distribuiu ajuda no sábado em Leogane, a 18 km de Porto Príncipe e muito próxima ao epicentro do sismo, onde "praticamente todos os edifícios estão destruídos e dezenas de milhares de pessoas morreram".



"Os sobreviventes acamparam ao ar livre. Nessa região, o PMA instalou dois pontos de distribuição de alimentos", disse o organismo. Segundo a agência, "não houve novos incidentes de segurança" e a missão da ONU no Haiti (Minustah) faz a segurança de seus comboios de distribuição e seus armazéns de alimentos.



De acordo com a ONU, 1.500 pessoas e 115 cachorros de 27 equipes internacionais trabalham nas tarefas de resgate, e já rastrearam mais de 60% das áreas mais afetadas da capital haitiana.



Terremoto

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.



Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. Estimativas mais recentes do governo haitiano falam em mais de 200 mil mortos e 50 mil corpos já enterrados. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.





Morte de brasileiros

A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, o diplomata Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e pelo menos 14 militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto. Quatro militares estão desaparecidos.



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comandantes do Exército chegaram na noite de quarta-feira à base brasileira no país para liderar os trabalhos do contingente militar brasileiro no Haiti. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o país. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.



O Brasil no Haiti

O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.



A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto arrasa Haiti


Terremoto arrasa Haiti




Tremor de 7 graus devasta Porto Príncipe, derruba palácio e prédios e pode ter matado centenas. Lula se diz preocupado com brasileiros



Notícia Foto





Rodrigo Craveiro



Publicação: 13/01/2010 08:20 Atualização: 13/01/2010 09:21



O país mais pobre das Américas e com uma das maiores densidades demográficas do planeta viveu na noite de ontem (hora de Brasília) uma catástrofe sem precedentes. Um terremoto de magnitude 7 graus na escala Richter (a escala é aberta, mas raramente ultrapassa 9) sacudiu o Haiti às 16h53 de ontem (19h53 em Brasília). Seu epicentro foi localizado a apenas 15km a sudoeste da capital, Porto Príncipe. Menos de sete minutos depois, outro abalo de magnitude 5,9 levou ainda mais caos e desespero à população de 8,5 milhões de habitantes.



Saiba mais...

Ministério da defesa publica novo comunicado sobre a situação dos militares no Haiti

Cruz Vermelha pede mobilização urgente de ajuda ao Haiti O terror continuou às 17h12 (20h12 em Brasília), com uma forte réplica de 5,5. A quase total ausência de comunicação com o país praticamente isolou o Haiti o mundo. O tremor foi tão forte que se fez sentir em Cuba e na República Dominicana. Um alerta de tsunami foi lançado e suspenso três horas depois.



Os relatos iniciais davam conta de uma tragédia sem precedentes no país. A agência de notícias France-Presse, citando testemunhas, mencionou “centenas de mortos”. O terremoto derrubou o Palácio Nacional e vários prédios e casas, em Porto Príncipe. O presidente do Haiti, René Preval, e a primeira-dama, Elisabeth Debrosse Delatour, não sofreram ferimentos. Segundo um jornalista da TV Haitipal, os prédios dos ministérios das Finanças, do Trabalho, das Comunicação e da Cultura, do Palácio de Justiça, da Escola Normal Superior, do Parlamento e da Catedral de Porto Príncipe também já não existem. A sede da Organização das Nações Unidas (ONU) está destruída. As agências de notícias confirmaram que o centro de Porto Príncipe foi devastado.



Durante horas, o Comando do Exército brasileiro tentou, sem sucesso, obter contato com a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil — 1.266 soldados brasileiros integram a força de paz. Informado sobre o terremoto, o chanceler Celso Amorim entrou em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para informá-lo sobre a situação dos brasileiros. Lula se mostrou “preocupado”, mas não passou orientações a Amorim. O encarregado de negócios em Porto Príncipe disse ao ministro que a embaixada sofreu sérios danos. Até o início da madrugada, não havia notícia de vítimas brasileiras. O Itamaraty montou uma sala de crise para acompanhar a situação e prestar informações, pelos telefones (61) 3411-8803/8805/8808/9718 e 8197-2284.



Horror

De acordo com a rede de TV CNN, uma autoridade do governo norte-americano viu várias casas despencando em uma ravina. Um correspondente da agência de notícias France-Presse contou que, em Pétionville (subúrbio de Porto Príncipe), um prédio de três andares que abrigava um hospital desabou sobre várias vítimas, enquanto centenas de pessoas corriam pelas ruas, aos gritos. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou acompanhar a situação e se disse pronto a ajudar o povo haitiano. “Meus pensamentos e orações estão com os que foram afetados por este terremoto”, afirmou. A República Dominicana convocou “todo o mundo” a auxiliar o Haiti. A comunidade internacional já começa a se mobilizar.



Em entrevista ao Correio, por telefone, o sismólogo norte-americano Daniel McNamara — da US Geological Survey (USGS) — disse esperar um número bastante elevado de mortes e destacou o ineditismo do fenômeno. “Não tem havido um terremoto dessa magnitude na região por pelo menos 200 anos”, afirmou. “Acredito que tenha havido muita destruição e mortes, em razão das construções serem vulneráveis. Foi um terremoto bem raso, capaz de ser bastante destrutivo em Porto Príncipe. A infraestrutura dos prédios é precária, com muito concreto e sem reforço”, afirmou o especialista, que esteve uma vez na capital haitiana.



Por telefone, de Washington, Kate Conradt, porta-voz da organização não governamental Save The Children, contou à reportagem que sua equipe em Porto Príncipe relatou ter testemunhado muitas casas destruídas e que as pessoas estavam desesperadas. “Nosso escritório foi danificado, mas nosso pessoal está a salvo.”





"Meus pensamentos e orações estão com os que foram afetados por este terremoto"

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos



"Tudo começou a tremer e as pessoas começaram a gritar, casas e prédios caíram... Está tudo um caos"

Joseph Guyler Delia, morador de Porto Príncipe



"Não tem havido um terremoto dessa magnitude na região por pelo menos 200 anos"

Daniel McNamara, sismólogo do US Geological Survey (USGS)





*Colaborou Edson Luiz



Brasileiros na área atingida



Edson Luiz



A região de Carrefour, onde ocorreram os principais tremores, fica a uma distância de 17km em linha reta da sede do quartel brasileiro da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), onde estão cerca de 1.260 homens do Comando Militar do Leste — o 11º contingente a chegar ao país, que começaria a retornar a Brasília nesta semana. Segundo oficiais que estiveram trabalhando ainda na primeira fase das operações de pacificação, a localização da base brasileira e da Minustah fica em uma região plana e com construções sólidas, ao contrário de onde ocorreram os epicentros. Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que após a catástrofe, o governo brasileiro dará mais apoio à população.



Pelas características das construções da base brasileira, a expectativa é de que haja apenas danos materiais. “Nossas edificações estão em áreas planas e são contêineres. Existem poucos prédios de alvenaria”, explica um oficial da missão do Brasil que esteve em Porto Princípe. A Base General Barcellar, também conhecida como Base Charlie, foi construída há quase dois anos. Ao contrário, a região onde o terremoto foi mais intenso é de favelas, sem nenhum tipo de urbanização e muito habitada. O local fica a 10km da Embaixada dos Estados Unidos e é considerada região metropolitana da capital haitiana.



Até por volta das 22h, o Comando do Exército não tinha notícias sobre os brasileiros. O sistema telefônico entrou em pane e a comunicação estava impossível. Em Porto Princípe estão os 1,3 mil militares brasileiros, que deveriam retornar a suas bases nesta semana, mas o governo mantém a posição de que a presença dos efetivos da MInustah será necessária para ajudar nas operações de resgate, como aconteceu em furacões e enchentes, nos últimos anos.



A falta de informações colocou uma equipe do Comando do Exército de plantão em Brasília, assim como o Ministério da Defesa, que às 23h divulgou nota oficial. “O ministro da Defesa, Nelson Jobim, expressou sua solidariedade ao povo do Haiti, atingido por um forte terremoto na noite desta terça-feira, e exortou os militares brasileiros presentes naquele país a fazerem todo o esforço possível para minorar o sofrimento da população local”, diz o texto.



O ministro, segundo sua assessoria, foi comunicado sobre o terremoto pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, que falou sobre a ocorrência de danos materiais em algumas instalações usadas por brasileiros. “Somente nesta quarta-feira (hoje) haverá condições de se fazer um balanço desses danos”, informa a nota. De acordo com a assessoria, o ministro reconheceu que o espírito de colaboração já faz parte do cotidiano das tropas brasileiras que integram a Minustah.
 
Retirado da fonte: Correio Brasiliense em: 13.01.10

Zilda Arns morre em terremoto no Haiti


exame/ economia
Zilda Arns morre em terremoto no Haiti



13.01.2010
11h57

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ENVIAR POR EMAIL PÁGINA ÚNICA IMPRIMIR COMPARTILHARTamanho da letra: A A A Por Sandra Manfrini



Brasília - A médica Zilda Arns está entre as vítimas do terremoto do Haiti. A informação foi confirmada hoje pelo gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR), que é sobrinho de Zilda. Segundo informações da assessoria do parlamentar, Zilda Arns estava em missão humanitária no Haiti e, no momento do terremoto, estava andando nas ruas com um sargento do Exército e morreu nos escombros. O senador está indo para o Haiti, junto no avião da delegação brasileira, chefiada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.




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Médica pediatra e sanitarista Zilda Arns é a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança. Irmã do cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns, ela nasceu em Santa Catarina, em 1934. Dedicou sua vida a trabalhos de solidariedade, apostando na educação como ferramenta para combate a doenças infantis e à desnutrição. Em 1983, a pedido do irmão, inciou os trabalhos da Pastoral da Criança, uma entidade que tem o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e atua em 27 países.



Um dos principais projetos que Zilda coordenava era o de Alimentação Enriquecida, que consistia em educar as populações carentes sobre meios de enriquecer a alimentação do dia a dia com alimentos disponíveis na região. Além da Pastoral da criança, Zilda Arns também estava envolvida na coordenação da Pastoral da Pessoa Idosa, e participava como representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Conselho Nacional da Saúde e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).



Sua atuação rendeu diversos prêmios e homenagens no Brasil e no mundo, entre eles a comenda da Ordem do Rio Branco (2001), Prêmio de Direitos Humanos (2000), Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (conferido em 1998 pela Unicef), Heroína da Saúde Pública das Américas (conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2002), o prêmio Woodrow Wilson (2007), além de ter recebido o título de doutor honoris causa em cinco universidades. Em 2001, a Pastoral da Criança brasileira concorreu ao Prêmio Nobel da Paz, conferido ao então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Desastre: Exército confirma morte de 11 militares brasileiros após terremoto no Haiti


Desastre: Exército confirma morte de 11 militares brasileiros após terremoto no Haiti


O Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira (13) a morte de 11 militares brasileiros no Haiti vítimas do terremoto de magnitude 7 na escala Ritcher que atingiu o país nessa terça-feira (12). O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas naquele país. Um terremoto de magnitude 7 na escala Ritcher atingiu o país na terça-feira (12), destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas. Segundo o Exército, faleceram o 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário, os 2º Sargento Davi Ramos de Lima e Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, os soldados Tiago Anaya Detiemermani e Antonio José Anacleto do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP. O cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e o soldado Kleber da Silva Santos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Santos (SP), também faleceram. O subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins (SP), também morreu. O tenente-coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF), que estava a serviço da Minustah, também faleceu. O Exército informou ainda que outros quatro militares que estavam no quartel da Minustah e outros três integrantes da Forçaas Armas estão desaparecidos. Há ainda outros sete feridos em atendimento no Hospital Argentino da MINUSTAH e mais 02 outros militares que foram encaminhados para a República Dominicana.



(Fonte: De olho no tempo, com informações G1)